Quem procura um médico na internet quase sempre já tem um nome em mãos: uma indicação, um perfil no Instagram, um resultado no Google. O site entra depois, para confirmar a escolha.
Por isso o paciente chega com três perguntas: quem é você, o que você atende e como marcar. Um bom site responde às três em poucos segundos.
1. Nome, registro e especialidade, logo no topo
A Resolução CFM nº 2.336/2023 pede que a publicidade médica traga o nome do profissional, o número do CRM com a palavra "médico" e, quando há especialidade anunciada, o RQE.
Além de ser uma exigência, é o que o paciente quer ver primeiro. Coloque no topo e repita no rodapé.
2. O que você atende, nas palavras do paciente
"Dermatologia clínica" diz pouco para quem está com queda de cabelo. Uma lista curta de motivos de consulta, escrita como o paciente falaria, ajuda mais do que um parágrafo sobre a especialidade.
Só anuncie como especialidade aquilo em que você tem registro. Cursos e áreas de interesse entram como formação.
3. Um caminho único para marcar
Telefone, e-mail, formulário, três números de WhatsApp: cada opção a mais é uma dúvida a mais. Escolha um canal, use o mesmo rótulo no site inteiro ("Agendar consulta") e deixe o botão sempre à mão no celular.
4. Onde e como você atende
Bairro, cidade, se há consulta on-line e, se fizer sentido, um mapa. Quem atende em mais de um lugar deve deixar claro qual contato vale para cada um.
5. Formação, sem currículo completo
Graduação, residência, título de especialista e o que você faz hoje (preceptoria, docência, hospital). Três a cinco linhas bastam. O currículo inteiro pode ficar atrás de um "ver mais".
6. Fotos suas, de verdade
Um retrato nítido e uma foto do consultório passam mais confiança do que qualquer imagem de banco. Fotos com pacientes pedem autorização e cuidado; na dúvida, não use.
O que é melhor deixar de fora
- Promessa de resultado ("resultado garantido", "sem dor", "definitivo").
- Superlativos sobre você ("o melhor", "referência", "o único").
- Imagens de antes e depois com tom de propaganda. Elas só cabem em contexto educativo, como explicamos em outro texto.
- Especialidade sem registro.
- Texto longo sobre a doença no lugar de informação sobre a consulta.
E o Instagram, não basta?
O Instagram é ótimo para ser encontrado e para mostrar como você pensa. Mas o conteúdo some no feed, o perfil depende do aplicativo e quem busca seu nome no Google precisa de um endereço que seja seu.
Os dois trabalham juntos: o Instagram apresenta, o site confirma e leva ao agendamento.
Como fazemos na HealthLand
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